Passeio Paroquial

12-07-2014 15:55

 

Com as merendas do costume e a boa disposição a transbordar, lá fomos de manhãzinha. Era dia do passeio paroquial. O que ninguém tinha avisado era que iria estar um dia de inverno, pelo menos aqui para o Sátão e arredores.

No entanto, à medida em que nos fomos aproximando do litoral e descendo um pouco mais para sul, passando junto à Figueira da Foz, a chuva deixou-nos e recebemos um seco meio fresco, muito bom para isto de passeios…

Com o acolhimento da Eunice e do Pe Moisés, começámos por visitar o santuário de Nossa Senhora da Nazaré e por conhecer ou recordar as histórias que, desde há séculos, animam este lugar e o enchem de um certo misticismo.

Logo de seguida, passámos ao almoço que isto de passeios desgasta e precisa de muita gasolina para se poder apreciar seja o que for. Além do convívio e da boa pinga, saboreámos bons petiscos da nossa região, numa total animação!

Depois de um intervalo, ocupámos o santuário para a celebração dominical, pois como éramos quase 200, não tínhamos possibilidade de nos juntarmos à comunidade, já que era impossível acomodar tanta gente ao mesmo tempo. Enfim, cantámos, rezámos, celebrámos o Domingo.

Por fim, como romeiros de corpo inteiro, lá cumprimos a tradição de subir ao trono e pedir alguma graça especial a Nossa Senhora. Como nestas coisas acontece, houve quem pedisse mais do que uma graça, com o mesmo esforço de subir...

A segunda grande etapa foi no mosteiro da Batalha, esse lugar monumental e austero, que nos conta muitos episódios da história do nosso povo!

Por fim, uma passagem por Fátima, onde, por entre orações e lembranças, se saboreou o fim de tarde indeciso entre o frio e as temperaturas normais desta época, sim, normais mas ausentes...

A última etapa de viagem, entre cantigas, histórias e orações, trouxe-nos diretamente às terras de Sátão, pois quanto mais coisas bonitas vemos por esse mundo fora, maior é a saudade de voltar à base, às benditas terras da nossa Beira, esse cantinho que nos vê viver e peregrinar nesta espécie de constante “viagem paroquial” !!! Pró ano, se Deus quiser, haverá mais !    
 (Um passeante)

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